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Apresentação

Quem somos e o que fazemos

Um ministério interdenominacional e itinerante, com modelo de transformação integral de famílias em comunidades da zona rural — atuando em 07 áreas, durante um ano, sempre em parceria com a igreja local.

Nossa missão

Transformar vidas

Transformar vidas, realizando ações sociais que levem cuidado, esperança e o amor de Cristo às pessoas.

"Ser referência para comunidades transformadas pelo amor de Cristo, com desenvolvimento integral das pessoas."

Nossa visão
15·03·2021Fundação
Recife‑PELocal de reuniões
Sem fins lucrativosNatureza
Voluntário do ABA PAI conversando com morador em comunidade rural
Nosso jeito de servir

Itinerante, por escolha

O ABA PAI não constrói sede fixa numa comunidade: permanece por um ano, entrega os 7 projetos de cuidado integral e caminha para a próxima localidade — deixando como herança uma igreja local fortalecida, capaz de continuar o discipulado e o cuidado das famílias.

Por isso, a sustentabilidade e a multiplicação do impacto são valores centrais do ABA PAI: cada família atendida se compromete a repassar o discipulado recebido a outra família, com acompanhamento da igreja local.

Termo doutrinário para diretores, líderes, voluntários e doadores

Confissão de Fé do Ministério ABA PAI

"Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé."

2 Timóteo 4.7

Preâmbulo

O Ministério ABA PAI é uma obra cristã voluntária, interdenominacional, sem fins lucrativos ou políticos, cujo propósito é levar transformação integral às famílias em situação de vulnerabilidade — cuidando da educação, da saúde, da renda, da cidadania, do alimento, da morada e, sobretudo, da vida espiritual de cada pessoa atendida, em parceria com a igreja local.

Toda obra cristã se funda sobre uma confissão. Sem confissão clara, o ministério se perde em ativismo bem-intencionado, mas teologicamente sem raiz; com confissão clara, cada gesto de cuidado se torna expressão concreta do Evangelho do Reino. Por isso, à imitação das igrejas e ministérios que ao longo da história souberam articular o que creem, apresentamos esta Confissão de Fé.

Esta Confissão tem três finalidades:

  • Declarar publicamente em quem cremos e o que cremos, à luz das Sagradas Escrituras.
  • Servir de critério doutrinário para a admissão de diretores, líderes, voluntários e doadores ao ministério.
  • Garantir que cada ação no campo — social ou espiritual — seja conduzida em fidelidade ao Evangelho da graça.

Esta Confissão não substitui as Escrituras: subordina-se a elas. Não pretende ser exaustiva: busca ser suficiente. Não pretende dividir o corpo de Cristo: deseja, ao contrário, identificar entre os irmãos das diversas tradições denominacionais quais são os princípios que regem o Ministério que estão se propondo a seguir, para que possamos servir juntos em comum acordo.

Adesão

Toda pessoa que deseja participar do ABA PAI como diretor, líder, voluntário ou doador recorrente é convidada a ler atentamente esta Confissão, examinar as Escrituras (At 17.11).

Os Artigos da Fé

Cremos e confessamos os seguintes artigos como expressão fiel do ensino das Sagradas Escrituras, em harmonia com as confissões históricas da fé cristã reformada. Toque em cada artigo para ler.

Artigo I · Das Sagradas Escrituras +

Cremos que as Sagradas Escrituras — os 66 livros do Antigo e do Novo Testamentos — são a Palavra de Deus, escritas por homens santos sob a inspiração do Espírito Santo. Por isso, em seus autógrafos originais, são inerrantes e infalíveis em tudo o que afirmam.

Cremos que as Escrituras são a única regra suprema, infalível e suficiente para a fé e a prática (Sola Scriptura). Toda tradição humana, todo concílio, toda confissão — inclusive esta — submete-se à autoridade da Palavra de Deus.

Cremos que as Escrituras são claras naquilo que é necessário para a salvação, ainda que algumas passagens exijam estudo cuidadoso; que são suficientes para nos equipar para toda boa obra; e que devem ser lidas, ensinadas, pregadas e obedecidas em toda a vida da igreja e do crente.

Cf. 2 Timóteo 3.16-17; 2 Pedro 1.20-21; Salmo 19.7-11; Mateus 5.17-18; Apocalipse 22.18-19

Artigo II · De Deus, Um e Trino +

Cremos em um só Deus, vivo e verdadeiro, infinito em ser e perfeição, espírito puríssimo, invisível, sem corpo, partes ou paixões, imutável, imenso, eterno, incompreensível, todo-poderoso, sapientíssimo, santíssimo, livre, absoluto.

Cremos que esse único Deus subsiste eternamente em três Pessoas distintas, de uma mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Pai não foi gerado nem procede de ninguém; o Filho é eternamente gerado pelo Pai; o Espírito Santo procede eternamente do Pai e do Filho. Iguais em essência, glória e majestade — distintos em pessoa e ofício.

Cremos na soberania absoluta de Deus sobre todas as coisas: sobre os céus e a terra, sobre as nações e os corações dos homens, sobre o bem e o mal, sobre a vida e a morte. Nada acontece fora de seus decretos eternos, sábios, santos e justos.

Cf. Deuteronômio 6.4; Mateus 28.19; João 1.1-3, 14, 18; João 15.26; Romanos 11.36; Efésios 1.11; Apocalipse 4.11

Artigo III · Da Criação e da Providência +

Cremos que Deus, no princípio, criou todas as coisas — visíveis e invisíveis — do nada, pela palavra de seu poder, em seis dias, e tudo o que fez era muito bom. O ser humano, homem e mulher, foi criado à imagem e semelhança de Deus, como ápice da criação, para conhecê-lo, amá-lo, servi-lo e desfrutar dele para sempre.

Cremos que Deus, em sua providência soberana, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as criaturas, ações e coisas — desde a maior até a menor — para a sua própria glória e para o bem dos seus eleitos. Nem o cair de uma folha, nem o cair de uma cidade, escapa de sua mão paterna.

Cremos que essa doutrina é fonte de consolação no sofrimento e de coragem na obra: nada que enfrentamos — dores, luto, seca, doença, abandono, resistência — está fora dos planos do Senhor da Seara.

Cf. Gênesis 1; Salmo 33.6-9; Salmo 139; Mateus 10.29-31; Atos 17.24-28; Romanos 8.28; Hebreus 1.3

Artigo IV · Do Homem, do Pecado e da Queda +

Cremos que o homem foi criado reto, em comunhão com Deus, capaz de obedecer-lhe e desfrutar dele. Mas, tentado pela serpente, Adão pecou voluntariamente, transgredindo o mandamento do Senhor — e com ele caiu toda a sua descendência, que dele desce por geração ordinária.

Cremos que, em consequência da queda, todo ser humano nasce com a natureza corrompida (pecado original), inteiramente avesso ao bem espiritual, escravo do pecado, sob a condenação justa de Deus e incapaz, por suas próprias forças, de buscá-lo, agradá-lo ou salvar-se a si mesmo. Esta é a doutrina da depravação total: não que cada pessoa seja tão má quanto poderia ser, mas que nenhuma parte do ser humano permaneceu intocada pelos efeitos do pecado.

Cremos que essa condição alcança todos sem distinção — pobres e ricos, letrados e iletrados, moradores do sertão e moradores das capitais. Por isso o cuidado material que oferecemos jamais resolve o problema mais profundo: o ser humano precisa, antes de tudo, ser reconciliado com Deus.

Cf. Gênesis 3; Salmo 51.5; Jeremias 17.9; Romanos 3.10-18; Romanos 5.12-19; Efésios 2.1-3

Artigo V · De Jesus Cristo, o Mediador +

Cremos no Senhor Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus, segunda Pessoa da Trindade, que, no cumprimento dos tempos, tomou para si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns — porém, sem pecado. Foi concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da virgem Maria, e nasceu verdadeiro homem, sendo verdadeiro Deus.

Cremos que duas naturezas distintas — a divina e a humana — uniram-se inseparavelmente em uma só Pessoa, sem mistura, sem confusão, sem separação, sem mudança. Esse mesmo Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (Solus Christus).

Cremos que, em sua obra mediadora, Cristo cumpre três ofícios: como Profeta, revela-nos a vontade de Deus; como Sacerdote, ofereceu-se uma vez por todas em sacrifício expiatório na cruz pelos pecados do seu povo, ressuscitou ao terceiro dia, ascendeu aos céus e ali intercede continuamente; como Rei, governa e defende sua igreja, conquistando e dirigindo os seus.

Cf. Isaías 53; Mateus 1.18-25; João 1.14; João 14.6; Filipenses 2.5-11; 1 Timóteo 2.5; Hebreus 4.14-16; Hebreus 7.25

Artigo VI · Da Salvação pela Graça mediante a Fé +

Cremos que a salvação é inteiramente obra de Deus, do princípio ao fim. Não tem origem nem em mérito humano nem em obra humana, mas somente na graça soberana de Deus (Sola Gratia), concedida somente em virtude da obra perfeita de Jesus Cristo (Solus Christus), recebida pelo homem somente por meio da fé (Sola Fide) — fé que é, ela mesma, dom de Deus.

Cremos nas chamadas doutrinas da graça, ensinadas nas Escrituras:

  • A depravação total do homem caído: incapacidade de buscar a Deus por si mesmo (Jo 6.44; Rm 3.10-12).
  • A expiação particular e suficiente: Cristo morreu eficazmente para garantir a salvação dos seus, suficiente para todos mas eficaz para os eleitos (Jo 10.11, 14-15, 26-29; Ef 5.25).
  • A graça eficaz: o Espírito Santo, no tempo do Senhor, regenera o pecador e capacita-o a crer e arrepender-se (Jo 3.5-8; Ef 2.4-5).
  • A perseverança dos santos: aqueles a quem Deus regenerou jamais se perderão definitivamente, pois são guardados pelo poder de Deus (Jo 10.28-29; Rm 8.30, 38-39; Fp 1.6).

Cremos que a justificação é ato gratuito de Deus, pelo qual Ele declara justo o pecador que crê — não por qualquer obra nele realizada, mas pela imputação da justiça de Cristo, recebida pela fé. Cremos que essa fé, sendo viva, sempre produz fruto: boas obras, santificação progressiva, amor, serviço.

Cf. João 6.37-44; Romanos 3.21-28; Romanos 8.28-39; Efésios 2.8-10; Tito 3.4-7

Artigo VII · Do Espírito Santo e da Vida Cristã +

Cremos no Espírito Santo, terceira Pessoa da Trindade, verdadeiramente Deus, que procede do Pai e do Filho, e que é o aplicador da redenção conquistada por Cristo. Por sua obra, somos regenerados, convencidos do pecado, da justiça e do juízo, conduzidos ao arrependimento e à fé, unidos a Cristo, adotados como filhos, selados para o dia da redenção e habitados como em templo.

Cremos na santificação progressiva: a obra do Espírito pela qual o crente, ao longo de toda a vida, é cada vez mais conformado à imagem de Cristo. A santificação não nos torna sem pecado nesta vida, mas nos faz odiar o pecado, amar a santidade e buscar a obediência por amor e gratidão — nunca como causa, sempre como fruto da salvação.

Cf. João 14.16-17; João 16.7-15; Romanos 8.1-17; Romanos 12.1-2; Gálatas 5.16-25; Tiago 2.14-26

Artigo VIII · Da Igreja +

Cremos na Igreja universal — invisível em sua essência, composta por todos os eleitos de Deus de todos os tempos e lugares — e na Igreja visível, manifesta nas congregações locais espalhadas pelo mundo, com seus oficiais, sua disciplina e sua adoração.

Cremos que toda obra cristã deve estar a serviço da igreja local, e não em substituição a ela. O ABA PAI é, por princípio, um ministério paraeclesiástico que se submete à autoridade da igreja onde cada membro está congregado, e que recusa toda forma de competição com a igreja local nos territórios onde atua.

Cf. Mateus 16.18; Mateus 28.18-20; Atos 2.41-47; Efésios 2.19-22; Efésios 4.11-16; 1 Coríntios 11.23-26; Hebreus 10.24-25

Artigo IX · Da Missão e do Reino de Deus +

Cremos que a Grande Comissão é mandato permanente da igreja: ir, fazer discípulos de todas as nações, batizá-los em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensiná-los a guardar tudo quanto Cristo nos ordenou. A pregação do Evangelho — Cristo crucificado e ressuscitado para o perdão dos pecadores — é a missão central, primária e insubstituível da igreja.

Cremos, contudo, que a fé cristã é integral: alcança o ser humano todo, e não apenas a alma. Por isso o cuidado dos pobres, dos órfãos, das viúvas, dos doentes, dos estrangeiros e de todos os necessitados é expressão obrigatória do amor de Deus em nós. Não é evangelho substitutivo; é evangelho encarnado. Não é estratégia missionária; é mandamento.

Cremos que o Reino de Deus já chegou em Cristo, e que ainda se manifestará plenamente em sua volta. Entre o já e o ainda não, somos chamados a viver e proclamar o senhorio de Cristo sobre toda a vida — pessoal, familiar, eclesiástica, cultural, econômica, social. Trabalhamos com diligência, sabendo que os resultados pertencem ao Senhor.

Cremos que o Reino de Deus não se confunde com nenhuma agenda política, partidária ou ideológica deste mundo. Por isso o ABA PAI recusa, como linha invariável, toda vinculação partidária, todo uso do ministério para promoção política e toda subordinação do Evangelho a programas humanos de qualquer matiz.

Cf. Isaías 58.6-10; Mateus 25.31-46; Mateus 28.18-20; Lucas 4.16-21; Atos 1.8; Tiago 1.27; Tiago 2.14-17

Artigo X · Da Mordomia Cristã +

Cremos que tudo o que somos, temos e podemos pertence a Deus. O cristão é mordomo, não proprietário, dos bens, do tempo, das habilidades e da vida que recebeu do Senhor. A mordomia fiel envolve dar generosa e alegremente ao Senhor — tanto na igreja local quanto em obras de misericórdia — sem coação, com o coração agradecido pela graça recebida em Cristo.

Cremos que toda doação ao ABA PAI é, antes de tudo, oferta ao Senhor. Por isso devemos administrá-la com temor: aplicada com sabedoria, prestada contas com transparência radical, jamais misturada com interesses pessoais ou desviada de seu propósito. A transparência financeira não é mera obrigação legal; é expressão concreta da fidelidade diante de Deus e dos homens.

Cf. Salmo 24.1; Malaquias 3.10; Mateus 6.19-21; Lucas 16.10-13; 2 Coríntios 8-9; 1 Timóteo 6.17-19

Artigo XI · Das Últimas Coisas +

Cremos no retorno pessoal, visível e corporal de Jesus Cristo em glória, no tempo determinado pelo Pai. Cremos na ressurreição dos mortos — justos e injustos — e no juízo final, no qual cada pessoa há de prestar contas a Deus por tudo o que fez no corpo, segundo as suas obras.

Cremos que os ímpios serão lançados na condenação eterna, separados para sempre da presença do Senhor, enquanto os justos — aqueles que foram lavados no sangue de Cristo — herdarão a vida eterna, em novos céus e nova terra, onde habitará a justiça e Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima.

Cremos que essa expectativa nos enche de urgência evangelística e de esperança no sofrimento. Servimos ao próximo sabendo que esta vida não é tudo: trabalhamos por mudanças concretas aqui, mas com os olhos postos na pátria celestial.

Cf. Mateus 25.31-46; João 5.28-29; Atos 1.11; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4.13-18; 2 Pedro 3.13; Apocalipse 21-22

Artigo XII · Soli Deo Gloria +

Cremos que toda a glória, em todas as coisas, pertence somente a Deus (Soli Deo Gloria). O ABA PAI não existe para a glória de seus diretores, líderes, voluntários ou doadores. Não existe para a glória de uma denominação, de um pastor ou de uma família. Existe para que o nome do Senhor seja conhecido, amado e adorado entre os povos, línguas e nações espalhados por toda a terra.

Diante do trono, deporemos toda obra, toda coroa, todo serviço — porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele a glória, eternamente. Amém.

Cf. Salmo 115.1; Isaías 42.8; Romanos 11.36; 1 Coríntios 10.31; Efésios 1.3-14; Apocalipse 5.13

Aplicação ao Ministério ABA PAI

Os artigos acima não são abstração teológica: cada um deles tem implicação concreta no modo como o ABA PAI vive, decide e age. As implicações abaixo são compromissos práticos que decorrem diretamente da Confissão e que se aplicam a todos os que servem no ministério.

1. Cuidado integral, sem dicotomia

Porque o ser humano é integral e porque o Evangelho do Reino alcança toda a vida (Artigos III, IV, IX), recusamos o assistencialismo separado do Evangelho.

2. Soberania de Deus na obra

Porque Deus é soberano sobre todas as coisas (Artigos II, III), trabalhamos com diligência mas confiamos os resultados a Ele. Não somos nós os salvadores, somos servos do Salvador que ama o próximo como nos foi ensinado. Não nos desesperamos diante de portas fechadas, nem nos vangloriamos diante de portas abertas — a obra é dEle.

3. Igreja local como protagonista

Porque Cristo edifica sua igreja (Artigo VIII), o ABA PAI nunca se coloca como substituto da igreja local nas comunidades onde atua. Chegamos para fortalecer; saímos quando a igreja local pode continuar. Submetemos cada projeto à liderança pastoral disponível. O Pilar Vida é, por isso, obrigatório: sem missionário ou pastor local que abrace a obra, o ministério não se instala na localidade.

4. Não-partidarismo invariável

Porque o Reino de Deus não é deste mundo (Artigo IX), o ABA PAI recusa, em qualquer circunstância, ser instrumento de promoção política ou partidária. Não permitimos divulgação de nomes de agentes públicos ou de partidos em nenhum dos nossos canais. Trabalhamos com prefeituras quando isso favorece o cuidado das famílias, mas o Evangelho jamais é trocado por aceitação ou favor político.

5. Transparência radical como adoração

Porque somos mordomos, e não donos, do que recebemos (Artigo X), toda a movimentação financeira do ABA PAI é pública. A transparência não é exigência burocrática: é expressão de temor ao Senhor diante dos doadores e das famílias atendidas.

6. Voluntariado como gratidão, não como mérito

Porque a salvação é inteiramente pela graça (Artigo VI), nenhum voluntário ou doador serve para ganhar mérito diante de Deus. Servimos porque fomos primeiro amados, perdoados, transformados. O serviço é fruto da fé viva (Artigo VII), não causa de aceitação. Por isso recusamos toda forma de espiritualidade de exaustão e de orgulho ministerial; cuidamos uns dos outros como cuidamos das pessoas assistidas.

7. Dignidade da imagem de Deus

Porque cada pessoa atendida é imagem de Deus, ainda que decaída (Artigos III, IV), recusamos toda postura paternalista que trate as pessoas como objeto de caridade. Elas são sujeitos do seu próprio desenvolvimento; nós somos parceiros, não tutores. A meta de cada ação é a autonomia local, não a dependência permanente do ministério.

8. Urgência evangelística e paciência histórica

Porque Cristo voltará e haverá juízo (Artigo XI), pregamos com urgência: cada pessoa que conhecemos pode ser a última que conheceremos. Mas, porque os tempos pertencem a Deus, trabalhamos também com paciência histórica: investimos anos numa comunidade, formamos lideranças locais, sustentamos visitas mensais, sabendo que a transformação verdadeira é obra que atravessa gerações.

9. Adesão tácita

Toda pessoa que se dispõe a servir no Ministério ABA PAI o faz de forma voluntária, sem qualquer vínculo empregatício, comprometendo-se, durante sua atuação na localidade atendida, a observar e respeitar os princípios aqui estabelecidos, sendo vedada a propagação de doutrinas ou ensinamentos divergentes daqueles expressos neste documento.

A Palavra por trás de cada projeto

Versículos que embasam nossa atuação

Vida

"Vim para que tenham vida, e vida em abundância." — João 10:10

Cidadania

"Pois tu tens sustentado o meu direito." — Salmo 9:4

Educação

"Feliz o homem que acha sabedoria." — Provérbios 3:13

Saúde

"Ele levou sobre si as nossas enfermidades." — Isaías 53:4

Alimento

"Aquele que vem a mim não terá fome." — João 6:35

Renda

"Para abençoar o trabalho das suas mãos." — Deuteronômio 28:12

Morada

"Só tu me fazes repousar seguro." — Salmos 4:8